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  • Mari Suter

Comunicação, negócios e propósito.

Estamos na Era do Propósito:

a história se resume em ter consciência do que ser quer, de como alcançar esse objetivo e sobretudo, do porquê dele ser importante para si.

No mundo dos negócios esse paradigma se estabelece quando trabalhamos com esse propósito em mente e se valendo dessa intenção ao estruturar nossas relações profissionais, nossos métodos e práticas.

Na mudança entre os processos industriais e a valorização dos serviços, houve uma série de mini revoluções na lógica de fazer negócios:

  • Passamos a vender trabalho e não nosso tempo — para que ficar 8 horas no escritório se entrego os mesmos resultados em 6 ou 4?

  • Dissolvemos as formalidades: as conexões acontecem entre pessoas e através de experiências compartilhadas.

  • Entendemos que a Criatividade nos permite transitar por diversas áreas.

  • Percebemos que negócios podem gerar impacto social positivo.

  • Aceitamos que o conhecimento é fluido e disponível a todos, mas para que ele tome forma é preciso conectar pessoas.

Pensando então, em um contexto no qual impera a prestação de serviços — paradigma que tende a se intensificar — qual o caminho para promover o engajamento de potenciais clientes? Vamos considerar as dinâmicas em que esses novos negócios acontecem: há de se ter disposição para cuidar do outro (vale salientar que o termo é bem amplo); percebe-se a capacidade funcional dupla, pois cabe tanto ao setor privado quanto ao público; efetividade baseada em interações; geração de valor aumentada pela cocriação.

O que vemos então, são dinâmicas de negócio que retomam características essencialmente humanas — facilitadas pela tecnologia, isso é um fato — mas com uma dependência intrínseca da troca. Pensando nesse cliente/ usuário que passou a performar em rede (e que simultaneamente deseja ter suas necessidades atendidas de forma exclusiva), há dois caminhos para torná-lo engajado: pela informação ou pela relação.

No primeiro caso, os custos são baixos mas perde-se em termos de diferenciação; no segundo, há grande demanda na construção da comunicação, mas também consegue-se uma alta percepção de valor. Em outras palavras, quanto mais as pessoas tiverem espaço para interagir, melhor será a avaliação delas em relação ao seu serviço.

Surpreendentemente, a evolução tecnológica está nos chamando a voltar ao básico: ser humano. Desse modo, a Comunicação deve estar no campo das emoções, explorando percepções de sentido, falando de si (marca ou pessoa), dos temas motivadores, da rede construída ou em construção, de quem é impactado pelo que faço, do porque da minha atividade ser de interesse coletivo.

Mas antes disso tudo, a gente precisa olhar pra dentro, porque nada disso funciona se não estiver de mãos dadas com a Verdade — foi-se o tempo em que discurso e prática podiam andar dissociados.


Assim, pergunte-se:

Qual a verdadeira identidade da minha organização?

Com quem estou buscando me comunicar?

Por que quer atingir essas pessoas?

O que tenho para dizer?

Onde — em quais canais- cabe a minha mensagem?


Para fechar, um resumo da boa comunicação para negócios — propósito em primeiro lugar, aja com intenção; estabeleça uma rotina criativa, é ela quem aguça o olhar para as constantes mudanças; teste suas ideias, errar faz parte e corrigir também; lembre-se sempre dos seus objetivos, eles são sua bússula; e esteja entre pessoas, é com elas que a gente aprende a dança da comunicação: escutar, sentir, falar.

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