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  • Mari Suter

Economia Criativa

Atualizado: 6 de Ago de 2019

Esse é um tipo de Economia que enaltasse o conhecimento, a Cultura, a Diversidade: uma Economia que tem como foco o Ser Humano.

Aqui, ‘ser humano’ é substantivo e verbo, ao mesmo tempo.

“Mas esse não era o objetivo das relações econômicas iniciais?” Pode alguém perguntar.. Eu diria que estamos em movimento espiral: passando pelo mesmo paradigma mas a partir de uma perspectiva mais alta, e por isso mais abrangente.

Uma revolução que está sendo tão mais rápida que a Industrial e com uma abrangência inúmera vezes maior, que às vezes fica difícil de acompanhar; tem quem resista às transformações e os que querem pisar no acelerador como se não houvesse amanhã. Estamos atravessando um período em que deixamos o nexo “ou” para adotarmos o “e” — tudo está relacionado e se somando.


Não à toa assistimos todos apreensivos ao desencontro comercial entre as duas grandes potências mundiais: se as tendências são globais, também são os riscos. Esse novo contexto pede por relações horizontais e não adianta tentar falar do palanque, porque já nos conectamos a um ponto em que o eco da nossa voz chega na porta dos fundos na velocidade da luz.


Catalizada pelas tecnologias digitais, a Economia Criativa mostra que Ciência e Humanidades caminham juntas; que Arte e Automação saem do mesmo centro de comando — o humano. Fato é que com a globalização a competição é maior, assim a necessidade de Inovação se faz constante: nesse xadrez, vemos com crescente frequência o número de marcas que se posicionam focando mais na diferenciação do que no preço. Porque no fundo — ao contrário do que a Economia Clássica pregava — as pessoas compram valores pessoais, histórias emocionantes, narrativas convincentes: nesse ponto entram as atividades criativas e a capacidade de gerar bens e serviços diferenciados.


O Futuro do Trabalho (parêntesis pra dizer que essa expressão já está obsoleta porque isso tudo já tá rolando agora) é disperso, autômato e criativo: qualquer lugar pode ser um potencial espaço de trabalho e para que a Inovação que impulsiona novas fases econômicas aconteça é preciso fomentar as possibilidades de florescimento desses ambientes. Centros comunitários, bibliotecas, praças, cidades, estados, países: para que a Economia Criativa ofereça toda a sua potencialidade precisamos exercitar um olhar mais sensível para os lugares que frequentamos e que nos pertencem como cidadãos.


Para criar um ciclo virtuoso, precisamos tomar os espaços públicos e permeá-los com intervenções culturais pois são elas que geram conexões entre os entes de uma comunidade, e é desses encontros que nascem as reinvenções urbanas e sociais que fomentam conhecimento e trazem soluções para os dilemas que Ser Humano implica.


Espiral.

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