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  • Mari Suter

Infância

A infância é um tempo social, e por isso toma a forma do momento em que está contida.

Em outras palavras, a noção desse período de vida é moldada conforme o contexto em que acontece e o que vemos — ao percorrer a linha que delimita os fatos — é que a Infância está em decadência.


Há um distanciamento entre a ideia de infância e a criança:

O sujeito dessa experiência existencial está lá, mas é tolhido dessa vivência ao ser constantemente chamado a pensar no futuro. “O que você vai ser quando crescer?” — pergunta quem já cresceu e ainda não sabe quem é.

Se o ambiente cria o homem, cabe às instituições repensar essa relação: entre a criança que trabalhava (14% da mão de obra paulista no século XIX era composta por elas) e a que se tornou déspota familiar estão os laços de afeto esgarçados. Entre a criança que ainda trabalha e a que tem o privilégio de não precisar fazê-lo está o abismo das nossas interações sociais.


Máquina do Tempo

Porque perguntamos quais são os limites da infância/adolescência, se afinal de contas esses contornos dependem de qual lente usamos para observarmos o tema? Fácil falar da geração nem/nem/nem como se fosse um grupo de pessoas soltas no tempo, desconectadas da malha social — como se o futuro não fosse reflexo do passado, como se não tivéssemos ingerência sobre o presente.


Previdência para quem?

Fala-se muito sobre o futuro do trabalho, sobre as “reformas necessárias” na Previdência, sobre o Ensino Médio — e da mão de obra que vai sustentar tudo isso, quem está disposto a tratar?

Quem está disposto a ouvir? Eles estão dizendo que não são só força de trabalho: a verdade é que a formação do ser humano ultrapassa os muros das instituições e uma escola que só prepara para o trabalho não prepara bons profissionais.

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