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  • Mari Suter

Na roda, ginga.

Atualizado: 23 de Mai de 2019

Consumir é sinônimo de identidade. Sempre foi, mas recentemente passamos a ter mais clareza sobre as implicações desse poder.

Sempre fomos chamados a comprar, na ânsia de atingir expectativas subjetivas sobre quem gostaríamos de ser. A questão hoje é que estamos passando por um processo de terapia coletiva, como humanidade. Eu sei que isso pode parecer genérico, mas se a gente repara, os processos de cura estão em andamento.. talvez esse tema mereça um texto por si só, então deixo essa declaração no ar.


Atente ao fato:

Todas as empresas que são parte indispensável do nosso cotidiano hoje foram criadas nos últimos 15 anos. E se as empresas que comandam o mercado mudam, é sinal de que a nossa identidade muda também.

Isso porque ninguém consegue ficar parado em um mundo de constante transformação — as pessoas que tentam, sofrem; as empresas, somem.


Quantas organizações que eram antes essenciais faliram?

Não porque a expansão tem limites, mas porque se mantiveram em uma única direção. A questão aqui é descobrir como se manter relevante, necessário, num contexto de reviravoltas constantes.

Estamos em um momento de transição de gerações e de paradigmas: do analógico para o digital, do livro pro dispositivo móvel, da hierarquia engessada pro home office. Mas será que um precisa de fato substituir o outro integralmente? Por aqui, a resposta é ‘não’. A necessidade de quebrar paradigmas que endurecem nosso trânsito coletivo (olha a terapia social de novo) é inegável, mas há de se manter a possibilidade de uma escolha individual pela manutenção do que já foi.


Me explico:

Em um ambiente de oposição, a gente tende a pensar que o novo vai— obrigatoriamente — se sobrepôr ao antigo, como se as duas realidades não pudessem coexistir;

mas tá aí a Física Quântica mostrando a relação fluida entre energia e matéria (too much?!), ou como diria F. Saussure, “o ponto de vista cria o objeto”.

O que quero dizer é que o questionamento de realidades impostas é essencial para nossa evolução, assim como também o é a possibilidade de manutenção: essa deve ser uma via de mão dupla, num estilo “avantvintage”. Para que as antigas gerações não fiquem para trás, e para que as que nos antecedem saibam de onde vieram. Pra que a gente, como conjunto de pessoas que vive no mesmo planeta, possa dançar conforme a música — e sentir prazer nos movimentos desse gingado.


O futuro, e o futuro do trabalho, clama por organizações que tenham esses parâmetros em mente. Inovação é feita de gente, por gente, para gente.

A solução? A solução é ensinar a aprender. Seja em casa, na escola, na firma, na cidade. Mostrando que o ser humano é adaptável: é único, e ao mesmo tempo parte de uma grande teia/ roda/ rede. Que a gente pode transitar por essas duas esferas, que a gente pode até criar uma terceira. E que isso pode ser extremamente prazeroso.

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