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  • Mari Suter

Solitude

Calma... não vamos falar de solidão. Quer dizer, vamos. Mas em comparação à sua cara metade, à tampa dessa panela, à sua faceta mais simpática: a solitude.

A mim parece que esse é o maior paradoxo do ser humano: a gente vive em sociedade mas somos indivíduos - estamos sempre rodeados de gente e somos seres únicos.


"Solidão apavora

Tudo demorando em ser tão ruim

Mas alguma coisa acontece

No quando agora em mim

Cantando eu mando a tristeza embora"


PS.: Sabe quantas músicas falam sobre esse tema? Várias, dá um Google pra ver.


Tá na ponta do seu dedo, no timbre da sua voz, na íris do olho: não existe ninguém no mundo igual a você. Ninguém. Nadie. Nobody. Nessuno. Em tempos tecnológicos, é o que chamam de Biometria, o que o Romantismo chama de Identidade, o escopo da terapia: Individuação. A gente nasce, cresce e morre sozinho... isso é um fato (eu sei que pode ser dolorido ler isso, mas é a real). Só que durante esse pequeno longo processo chamado Vida, a gente cruza uma galera!


E guess what?! Essa gente toda também é responsável por essa massa de células que você chama de "EU": a nossa identidade, mas também o nosso corpo, se constrói em comparação, em paralelo - entre cooperação e competição - com todas as outras identidades que fazem parte do seu cotidiano.


É mesmo dilema. Até não ser mais: a grande questão sobre os dois pólos se dissolve quando a gente entende que a Vida é impermanente, dinâmica, generosa. Cada dia que se anuncia é uma nova oportunidade de equilibrar essa balança.


Tá muito dependente das suas relações? Toma um tempinho para si, prepara um banho relaxante, cozinha a sua refeição predileta, faz uma visita àquele lugar que abre um sorriso no seu rosto. Ou então, vocês está se sentindo só - puxa o celular e liga para aquela amiga que faz tempo não manda notícias, vai dar um passeio no parque e puxa conversa com a senhorinha sentada no banco, quem sabe não cabe fazer uma atividade voluntária.


Quando a gente movimenta os pratos que pesam esses aspectos da Vida, entramos em um lugar chamado Solitude: a consciência de que somos serem únicos bate num lugar legal, sem dor - pelo contrário, você se sabe especial e sabe que todo mundo é tão particular quanto você.


A tal da impermanência vai se fazer lembrar constantemente e vamos sempre ter a chance de nos ajustar às energias que se apresentarem: às manhãs que solicitam a sua receptividade, às tardes que demandam entrega, às noites que exigem proatividade. E não tem receita de bolo não, viu?! Justamente por sermos únicos e numerosos (7 bilhões de pessoas é bastante gente, né?!), essas necessidades vão se mostrar de forma diferente para cada um, e dependendo do dia, do seu círculo de relações, da fase da vida, se você foi ao banheiro fazer depósito... hahaha


Pra finalizar: quando acordar amanhã cedo, antes de levantar da cama, pensa no que você precisa para que aquele dia seja bacana; se pergunta também o que você pode oferecer durante as próximas horas. E lembre-se sempre, o ideal é dar e receber na medida que te cabe - se todo mundo fizer isso, a gente zera a balança ;)

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